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domingo, 26 de setembro de 2010

POR UMA CIDADE AMIGA DA BICICLETA



Palestrante aborda importância do uso da bicicleta O arquiteto Ricardo Corrêa, coordenador de projetos da TC Urbes Mobilidade e Projetos Urbanos, foi o palestrante na tarde desta sexta-feira (24) no evento denominado "Por uma Cidade Amiga da Bicicleta". A palestra ocorreu no auditório 1 do Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro (Cidec-Sul).

Corrêa fez uma ampla explanação sobre a importância do uso da bicicleta e a necessidade de estimular o seu uso. “É também mais saudável”, afirmou. Para ele, é fundamental que haja a conexão das ciclovias com os terminais de ônibus. “Assim, os passageiros podem usar as duas formas de transporte para se deslocar pagando somente uma passagem”.

Em vias locais, prosseguiu o palestrante, a prioridade é dada às bicicletas e aos pedestres. “É necessária a conscientização dos motoristas”, recomenda. Com o crescimento de Rio Grande torna-se ainda mais importante a utilização da bicicleta com o transporte ao trabalho ou simplesmente a passeio. Corrêa disse que não importa o tamanho da cidade, o que interessa é o planejamento adequado por parte da prefeitura.

O prefeito de Rio Grande Fábio Branco foi um dos integrantes da mesa e revelou que a administração municipal já trabalha na elaboração de projetos que proporcionam uma mobilidade no transporte urbano. O secretário Municipal da Segurança, dos Transportes e do Trânsito, Enoc Braga Guimarães, também esteve presente. O pró-reitor de Assuntos Estudantis, Luis Laurino, representou o reitor João Carlos Cousin.

O ponto alto do evento será um passeio ciclístico neste sábado, às 10h, com saída e chegada em frente ao Ginásio de Esportes Lemos Júnior (rua Andrade Neves). O passeio terá duração aproximada de duas horas, passando pelas principais ruas da cidade, com a participação do palestrante Ricardo Corrêa.

Os resultados do evento serão sistematizados e apresentados no 16º Congresso Latino Americano de Transportes e Planejamento Urbano (Clatpu), na Cidade do México, e 4º Congresso para o Planeamento Urbano, Regional, Integrado e Sustentável 2010 (Pluris), em Faro, Portugal. O evento é uma iniciativa do Núcleo de Expressão Gráfica e Grupo de Estudos de Transportes (Getrans) da Escola de Engenharia da FURG e viabilizado pelas Pró-Reitorias de Extensão e Cultura e de Assuntos Estudantis.

sábado, 5 de junho de 2010

OFICINA DE DESIGN E COMPOSIÇÃO

A oficina, ministrada pelo professor da Universidade Católica de Pelotas, Arquiteto Dr. Eduardo Rocha será realizada nos dias 09 e 10 de junho das 14h às 17h, no Campus I da UCPEL, prédio B, sala 204.

Terá como objetivo geral exercitar o processo criativo bidimensional a partir dos princípios básicos de estruturação e composição da forma. Para tal o curso terá como objetivos específicos: (I) Desenvolver a percepção visual da forma enquanto espaço bidimensional; (II) Compreender o processo de geração da forma; (III) Estimular o processo criativo de formas bidimensionais, e (IV) Desenvolver a prática do processo de composições formais e bidimensionais.

O minicurso faz parte das atividades de incubação desenvolvidas pelas equipes de trabalho do NESIC. A atividade é direcionada aos artesãos dos grupos incubados.
Também tem como finalidade contribuir com o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas na confecção de seus produtos.

Fonte:
http://antares.ucpel.tche.br/nesic/noticias.php?idnews=7

COLETIVOS PULSANTES


Visitem o blog das minhas amigas Assistentes Sociais: Mariana, Cris, Carim e Carol.
http://coletivospulsantes.blogspot.com

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DEFESA DE TESE



ARQUITETURAS DO ABANDONO:
ou uma cartografia nas fronteiras da arquitetura, da filosofia e da arte.

Eduardo Rocha


PROGRAMA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA
[PROPAR]
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
[UFRGS]

DIA 21 DE MAIO [SEXTA-FEIRA]
18HORAS

ORIENTAÇÃO:
Prof. Dr. Fernando Delfino de Freitas Fuão – PROPAR|UFRGS

BANCA:
Prof.ª Dr.ª Márcia Tiburi – Universidade Presbiteriana Mackenzie
Prof.ª Dr.ª Cristine Jaques Ribeiro – CCJES|UCPel
Prof.ª Dr.ª Analice de Lima Palombini – PPGPSI|UFRGS
Prof.ª Dr.ª Andrea Soler Machado – PROPAR|UFRGS

O que são arquiteturas do abandono?

As arquiteturas do abandono compreendem desde edificações desabitadas, ruínas, restos de construção como também favelas, resíduos, sujeitos excluídos e tudo que até o desprendimento da matéria poderá nos levar a sentir e a pensar.
Num primeiro momento, apenas uma casa abandonada, em qualquer lugar, vizinha a tantas outras, nossa vizinha. Por ela, passamos todos os dias, caminhamos pela rua, a qual também acumula a sujeira, os restos, o capim. Tudo ao redor dessa casa, saindo pelas frestas, ruindo o reboco. A casa lar que antes abrigava uma família, agora se abre aos desabrigados, aos vagabundos, aos bandidos. Abandona-se ao bando.
Uma fábrica abandonada ou uma fábrica que abandonou muitos, uma enorme massa construída, onde o trabalho parou, mas sente-se ainda o movimento dos operários e o som das máquinas. Das máquinas enferrujadas que não produzem mais nada, apenas as carcaças envoltas em teias de aranha, recoberta por muita poeira. A poeira que entra pela boca, que resseca, que nos cega a vista, que esfuma. Fábrica abandonada por todos, mas que deixa toda a sujeira para trás, dos restos radioativos que podem provocar doenças, até os resíduos que servem de ganha pão para outros. Tudo arruinando e curando: fábrica, máquinas, resíduos, pessoas.
Todo o resíduo e entulho podem escorrer, migrar de um lugar para outro, pingar, deixar-se levar, contaminar o que não é abandonado, assim como o movimento de abandonar, de deixar alguma coisa em detrimento de outra. No edifício, a função vai embora e fica a forma abandonada.
Matar ou curar. Finito e infinito ao mesmo tempo. O tempo dos abandonos pode ser longo como o de uma ruína ou rápido como o de uma implosão. Difícil de ser medido e quantificado. Tudo pode ocorrer numa fração de segundos ou lentamente, como se não passasse de uma longa espera. Abandonar é largar a deterioração ao apodrecimento, ao mofo.
Também um resto de parede que teima em ficar de pé, que teima em permanecer. Mesmo com a chuva e o vento que lavam, dentro e fora, teimem em abatê-la. Uma ruína, um resto arruinado, não aquela ruína histórica, mas uma ruína fruto da supressão da própria história. Uma superfície arenosa e abandonada, transformada em deserto em meio à vida cotidiana das cidades.
Uma cidade é repleta de abandonos, por todos os lados, e de abandonados também. Eles estão ali perambulando pelas ruas, pelas calçadas, adentrando edifícios abandonados, encontrando-se, cara a cara conosco, Ás vezes desviamos, pulamos sobre eles, os abandonados cheiram mal, faltam-lhes dentes, e todos os objetos de consumo que tanto ansiamos.
O campo de ação das arquiteturas do abandono é amplo e, muitas vezes, caótico, abarca a matéria e a imatéria. Abandonamos materialidades, prédios, ruínas, restos, objetos, coisas, tudo o que possamos tocar, roubar, quebrar ou assassinar. Tudo muito elementar, muito óbvio.
No entanto, abandonos são também imateriais, do campo, do que não podemos mensurar. O abandono imaterial é do campo dos sentidos, dos desejos ou das sensações. Só há abandono material, porque há abandono imaterial, um se alimenta do outro. É corpo, é alma. As arquiteturas materiais do abandono podem ser as forças que nos sacodem para os abandonos imateriais. Como nas artes visuais ou na música, que atravessam nossos corpos. Abandonos também são capazes de desencarnar dos corpos arquitetônicos e habitar a fronteira, o escape, a fuligem.