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sábado, 14 de abril de 2007

1º. ENCONTRO: GALPÕES DE RECICLAGEM NA UNIVERSIDADE

DIA 12 DE MAIO DE 2007 (sábado)
LOCAL:
Faculdade de Arquitetura
UFRGS
Rua Sarmento Leite, 320 /201
Porto Alegre/RS
Tel / Fax: 55 51 3308-3485

DESCRIÇÃO:
Divulgar, mediante relatos, artigos e dialogos, as experiências e relacionamentos entre Universidade, Recicladores, Ong's participantes do Grupo de Pesquisa(CNpq): 'Galpões de Triagem: arquitetura, educação e design".
É desejo avançarmos nos temas propostos para o encontro, procurando ultrapassar e reler os discursos acadêmicos tradicionais, e assim progredindo de forma ‘científica’ em nosso campo de estudos.

PROGRAMAÇÃO:
MANHÃ
8:30 as 8:45
Abertura do evento.
8:45 as 10:30
Relatos de Experiências: apresentação de trabalhos de pesquisa e extensão realizados na Universidade, com o apoio de Ong’s, sobre as temáticas galpões de reciclagem, catadores e outros relacionados.
10:30 as 10:45
Pausa para café.
10:45 as 12:30
Relatos de Experiências: apresentação de trabalhos de pesquisa e extensão realizados por Ong’s e universidades sobre as temáticas relacionadas aos galpões de reciclagem, catadores e outros relacionados.
ALMOÇO
12:30 as 14:00
TARDE
14:00 as 15:30
Reunião de grupos de trabalho e temáticas: envolvendo catadores , representantes dos galpões de triagem, universidades, Ong’s
15:30 as 16:30
Apresentação dos relatos dos grupos de trabalho.
16:30 as 17:00
Contribuições finais.

GRUPOS DE TRABALHO sugestões:
Pedimos sugestões para a organização de grupos de trabalho e temáticas.
Temáticas provisórias:
1. O papel da Universidade nos galpões. O papel dos galpões na universidade.
2. O preparo e despreparo da Universidade.
3. Produtivismo x não produtivismo.
4. Relações entre os parceiros: catadores, estudantes, Ong’s e professores, coordenadores.

ENVIO DE TEXTOS para publicação:
Pedimos aos convidados que enviem textos relacionados as suas pesquisas e apresentações até a data de 30 de abril de 2007, para:
amigodudu@pop.com.br ou f.fuao@terra.com.br
As imagens (preto e branco) podem ser anexadas aos textos desde que sejam imprescindíveis ao seu entendimento e desenvolvimento. Não serão aceitas imagens meramente ilustrativas.
Os participantes podem enviar mais de um texto para publicação, tendo apenas um espaço de 15 minutos para o relato de suas experiências.
Os textos deverão vir com as devidas correções ortográficas.
O texto deverá ter um mínimo de 10 e um máximo de 30 páginas (padrão A4) e serão publicados em sua integra.

COMISSÃO ORGANIZADORA:
Organização, convites e programação: Fernando Fuão e Eduardo Rocha.
Execução (equipamentos e materiais): Beatriz Dorfman, Daniela Cidade e Ângela Ungaretti.
Almoço: Giovana Santini e Gládis.
Preparação, edição e publicação do material escrito: Marcelo Kiefer, Camila Bernadelli, Fernanda Nunes Schaan, Eduardo Rocha e Fernando Fuão.

2 comentários:

Anônimo disse...

Edu Rocha,

Seu post é como uma porrada na cara. Um nocaute. Em mim e na maioria dos arquitetos e de outros profissionais que ainda tem alguma esperança de uma verdadeira mudança educacional,estética,ética, social,política,etc...
Eu invejo a sua capacidade de reflexão e discernimento. Apesar de ás vezes ter sonhos perturbadores, me vendo como um mendigo, morador de rua ( não entendo muito bem as razões psicológicas desses pesadelos, se é em função do que vivi no passado em São Paulo ou se é uma preocupação com o futuro, falta de perspectiva, medo, insegurança). A verdade é que sou um acomodado, alienado e só me preocupo com o próprio umbigo. Nunca me aproximei de um mendigo, morador de rua para conversar, mas alguns já se comunicaram comigo. Com palavras ou um sorriso. Não esqueço. Uma vez tive a impressão de que eles fossem, não um anjo ultra moderno como vc falou, mas ETS disfarçados de humanos como naquele filme MIB,Homens de Preto. Não tenho muito o que falar do blog de vcs, às vezes é melhor não falar nada, assimilar as informações e agir, sem medo de falhar. Buscar pelo menos a própria mudança, pois sou o que sou e não sou totalmente feliz. Não dá para ser feliz o tempo todo nesse mundo. Não preciso colocar o endereço do blog de vcs na minha lista de favoritos, pois não dá para esquecer o título. Espero que muitas pessoas tomem conhecimento desse blog e que façam muitos comentários, provocando uma verdadeira discussão sobre a temática que vcs abordam. Este é o diferencial do blog/revista on line para a revista impressa. A possibilidade de diálogo, trocas de informações e comunicação que não seja unilateral. O desenvolvimento da inteligência coletiva, voltada para a preservação e desenvolvimento das espécies e do mundo. Parabéns! sempre que puder estarei de olho nesse blog. Um abraço. Marcos Solon Kretli da Silva.

Anônimo disse...

favor ver
www.urbarquitetura.blogspot.com.br
obrigado

O que são arquiteturas do abandono?

As arquiteturas do abandono compreendem desde edificações desabitadas, ruínas, restos de construção como também favelas, resíduos, sujeitos excluídos e tudo que até o desprendimento da matéria poderá nos levar a sentir e a pensar.
Num primeiro momento, apenas uma casa abandonada, em qualquer lugar, vizinha a tantas outras, nossa vizinha. Por ela, passamos todos os dias, caminhamos pela rua, a qual também acumula a sujeira, os restos, o capim. Tudo ao redor dessa casa, saindo pelas frestas, ruindo o reboco. A casa lar que antes abrigava uma família, agora se abre aos desabrigados, aos vagabundos, aos bandidos. Abandona-se ao bando.
Uma fábrica abandonada ou uma fábrica que abandonou muitos, uma enorme massa construída, onde o trabalho parou, mas sente-se ainda o movimento dos operários e o som das máquinas. Das máquinas enferrujadas que não produzem mais nada, apenas as carcaças envoltas em teias de aranha, recoberta por muita poeira. A poeira que entra pela boca, que resseca, que nos cega a vista, que esfuma. Fábrica abandonada por todos, mas que deixa toda a sujeira para trás, dos restos radioativos que podem provocar doenças, até os resíduos que servem de ganha pão para outros. Tudo arruinando e curando: fábrica, máquinas, resíduos, pessoas.
Todo o resíduo e entulho podem escorrer, migrar de um lugar para outro, pingar, deixar-se levar, contaminar o que não é abandonado, assim como o movimento de abandonar, de deixar alguma coisa em detrimento de outra. No edifício, a função vai embora e fica a forma abandonada.
Matar ou curar. Finito e infinito ao mesmo tempo. O tempo dos abandonos pode ser longo como o de uma ruína ou rápido como o de uma implosão. Difícil de ser medido e quantificado. Tudo pode ocorrer numa fração de segundos ou lentamente, como se não passasse de uma longa espera. Abandonar é largar a deterioração ao apodrecimento, ao mofo.
Também um resto de parede que teima em ficar de pé, que teima em permanecer. Mesmo com a chuva e o vento que lavam, dentro e fora, teimem em abatê-la. Uma ruína, um resto arruinado, não aquela ruína histórica, mas uma ruína fruto da supressão da própria história. Uma superfície arenosa e abandonada, transformada em deserto em meio à vida cotidiana das cidades.
Uma cidade é repleta de abandonos, por todos os lados, e de abandonados também. Eles estão ali perambulando pelas ruas, pelas calçadas, adentrando edifícios abandonados, encontrando-se, cara a cara conosco, Ás vezes desviamos, pulamos sobre eles, os abandonados cheiram mal, faltam-lhes dentes, e todos os objetos de consumo que tanto ansiamos.
O campo de ação das arquiteturas do abandono é amplo e, muitas vezes, caótico, abarca a matéria e a imatéria. Abandonamos materialidades, prédios, ruínas, restos, objetos, coisas, tudo o que possamos tocar, roubar, quebrar ou assassinar. Tudo muito elementar, muito óbvio.
No entanto, abandonos são também imateriais, do campo, do que não podemos mensurar. O abandono imaterial é do campo dos sentidos, dos desejos ou das sensações. Só há abandono material, porque há abandono imaterial, um se alimenta do outro. É corpo, é alma. As arquiteturas materiais do abandono podem ser as forças que nos sacodem para os abandonos imateriais. Como nas artes visuais ou na música, que atravessam nossos corpos. Abandonos também são capazes de desencarnar dos corpos arquitetônicos e habitar a fronteira, o escape, a fuligem.
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